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PLANTAS MEDICINAIS E FITOTERAPIA

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Farmacêutico, farmaceutico, homeopata, Brasília
Imagem meramente ilustrativa

BREVE HISTÓRICO DAS PLANTAS MEDICINAIS: ORIGEM (PERÍODO D.C)

Dioscórides (40 - 90 d.C.)

Outro grande especialista grego do séc. I d.C., escreveu “De Materia Medica”, que listava, descrevia e ilustrava com cores cerca de 600 plantas. Foi relatado também o uso do salgueiro branco (Salix alba L.), fonte mais antiga do ácido acetilsalicílico, para dor.

 

Roma - Galeno (129 - 200 d.C.)

Desenvolveu misturas complexas, trazidas das antigas misturas egípcias e gregas, anunciadas como CURA-TUDO (as MISTURAS GALÊNICAS). Ele encorajou oficiais romanos a realizarem fiscalização para verificar se os remédios continham o que era declarado (inicio da VIGILÂNCIA SANITÁRIA), pois misturas contendo até 100 ingredientes, conhecidas como THERIACS (do grego, ANTÍDOTO), eram comuns naquela época e levaram a fraudes e superfaturamento por muitos séculos.

 

Europa - Paracelsus (1493 - 1541)

Estabeleceu a DOUTRINA DAS ASSINATURAS ou Signaturas e predisse a descoberta de COMPOSTOS ATIVOS das plantas. Seus seguidores foram encorajados pela chegada de drogas de origem vegetal dos indígenas sul-americanos, como a casca peruana que fornecia quinino (Cinchona calisaya Wedd.) para tratar um dos mais antigos e piores problemas de saúde - a malária. Exploradores europeus nas Américas descobriram novas fontes de medicamentos, como a ipecacuanha (Psychotria ipecacuanha Mull.), para disenteria.

 

Hahnemann (1755 - 1843), na Alemanha, tentava trabalhar com a menor dose possível com a qual os remédios ainda tinham atividade e desenvolveu a HOMEOPATIA.

 

Em 1803, na Alemanha, Serturner (1783 - 1841), um aprendiz de farmacêutico com 20 anos de idade, a partir da análise da morfina presente no ópio (Papaver somniferum L.), dá início à extração dos ingredientes ativos das plantas.

 

Em 1819, a atropina é isolada da beladona (Atropa belladonna L.), utilizada no tratamento de doenças do sistema nervoso.

 

Em 1820 é isolado o quinino, antimalárico obtido da casca da planta peruana Cinchona sp..

 

Em 1827, um químico francês isolou a salicina da espireia (Filipendula ulmaria (L.) Maxim.), sendo que a medicina tradicional vinha, através dos séculos, obtendo o mesmo efeito da casca do salgueiro (Salix alba L.).

 

Em 1829 é isolada a emetina da ipecacuanha (Psychotria ipecacuanha Mull.), um emético valioso.

 

Em 1860, a cocaína é extraída das folhas de coca (Erithroxylum coca Lam.), um anestésico local que tornou possível muitas cirurgias.
 

Fonte
Cartilha de Plantas Medicinais e Fitoterápicos do Conselho Regional de Farmácia do estado de São  Paulo.