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HOMEOPATIA

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Farmacêutico, farmaceutico, homeopata, Brasília
Imagem meramente ilustrativa

A FARMÁCIA HOMEOPÁTICA

 

“O empenho do farmacêutico em liberar a essência da substância através de seu trabalho em dinamizá-la é a própria imagem do homem no sentido da liberdade” (Flávio Milanese).

   Não se faz Homeopatia sem medicamentos, como pode ocorrer em alguns ramos da medicina, passíveis de realizar a cura com outras técnicas ou mesmo com placebo ou interação médico-paciente. Daí a importância de um profissional bem treinado para a elaboração de medicamentos de acordo com as regras farmacotécnicas e as Boas Práticas de Manipulação preconizadas para a Homeopatia. Na aquisição de medicamentos homeopáticos é indispensável que se recorra a farmácia de merecida reputação, conduzida por um farmacêutico homeopata bem formado, que conheça não só a técnica, mas tenha consciência das modalidades dos medicamentos e um sólido conhecimento da filosofia homeopática, para fazer não só uma boa dispensação, mas também uma assistência farmacêutica diferenciada. 

   A farmácia homeopática é o estabelecimento que manipula fórmulas magistrais e oficinais, segundo a sua respectiva farmacotécnica. Para isso, deve contar com profissional farmacêutico habilitado, possuir estrutura física e técnica adequadas e estar regularizada perante a Vigilância Sanitária para o exercício dessa atividade. Os medicamentos são aviados segundo uma prescrição médica, odontológica ou veterinária e devem ser registrados em livro de receituário. É permitido às farmácias homeopáticas manter seções de vendas de correlatos e de medicamentos não homeopáticos quando apresentados em suas embalagens originais. Assim como qualquer outro tipo de Farmácia, a Farmácia Homeopática deve contar com assistência farmacêutica em tempo integral (responsável técnico ou substituto). 

   As técnicas para as preparações estão descritas na Farmacopeia Homeopática Brasileira, complementada pelo Manual de Normas Técnicas da Associação Brasileira de Farmacêuticos Homeopatas - ABFH (que também é reconhecido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária -Anvisa) onde estão descritos desde recomendações sobre as instalações da farmácia ou do laboratório até a dispensação do produto final.

 

   Um insumo ativo é diluído sucessivamente em um insumo inerte em proporção definida e constante, sofrendo agitação (no caso de líquidos) ou trituração (no caso de sólidos) depois de cada diluição. Este processo, chamado de dinamização, desperta as qualidades curativas sutis da substância medicamentosa, ao mesmo tempo em que uma eventual característica tóxica é mitigada. 

   Os medicamentos homeopáticos são mais comumente utilizados em uso interno, como soluções hidroalcoólicas dinamizadas, glóbulos de sacarose, pastilhas, comprimidos ou pós. As soluções homeopáticas podem também ser incorporadas em veículos apropriados para uso externo como pomadas, géis, cremes, óvulos, supositórios etc. Algumas correntes homeopáticas utilizam a forma injetável. 

   Geralmente, o medicamento é identificado pelo seu nome em latim, através da notação binária, seguindo a nomenclatura oficial, fazendo com que seja reconhecido pelo mesmo nome, seja na Rússia, no Brasil ou na Inglaterra. O nome do medicamento é seguido por um número que indica quantas vezes ele sofreu o processo de dinamização e por letras que identificam por qual método ele foi preparado. Exemplo: para a Arnica montana 12 CH, foi empregada a Arnica montana L., dinamizada doze vezes, pelo método centesimal hahnemanniano ou CH.

Fonte
Cartilha Homeopatia do Conselho Regional de Farmácia do estado de São Paulo.