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HOMEOPATIA

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Farmacêutico, farmaceutico, homeopata, Brasília
Imagem meramente ilustrativa

HISTÓRICO: A HOMEOPATIA NO SÉCULO XXI

 

   Na consulta médica homeopática, o individuo deve ser considerado em sua totalidade. Ele passa por uma serie de observações e, após repertorização, será considerado não como portador de uma determinada doença, mas como uma pessoa que apresenta um determinado conjunto de sintomas, que também foram observados na experimentação de uma substância medicamentosa. Não dizemos: “este individuo tem sinusite” mas que o quadro do paciente é compatível com a sinusite provocada pela ingestão de raízes de Hydrastis, por exemplo.

   A abordagem terapêutica homeopática faz dela uma prática de saúde altamente desenvolvida e plenamente inserida no contexto ecológico, tanto do ponto de vista de ajudar a homeostase do organismo sem suprimir suas respostas autoprotetoras, quanto do ponto de vista da sustentabilidade, já que se utiliza, em quantidades muito pequenas, da diversidade biológica sem promover sua degradação ou extinção, e não agride o meio ambiente com solventes potentes e poluidores. 

   Max Planck (1900 - início da física quântica), em seus estudos sobre radiações, trouxe algumas descobertas que sugerem a existência de outras leis operando no universo de forma mais profunda do que as que conhecemos. Os conceitos da nova física apresentam confirmações da noção de que os sistemas vivos e não vivos têm capacidades inerentes autorreguladoras, auto-organizadoras e autocuradoras no sentido de manter a homeostase e desenvolver níveis cada vez mais elevados de ordem e estabilidade.

 

   Há muito para se investigar sobre o efeito dos medicamentos homeopáticos nos seres vivos, ficando cada vez mais evidente a necessidade de se utilizar métodos diferentes dos até agora firmados pelo atual conhecimento, pois através destes últimos não se consegue explicar a efetividade ou seu “mecanismo de ação”. Cabe aos pesquisadores e cientistas determinar estes métodos.

 

   A terapêutica homeopática, devido ao uso de doses infinitesimais, não costuma desencadear interações medicamentosas e efeitos adversos, tão comuns na terapêutica alopática. Em alguns casos, pode ocorrer a piora dos sintomas da doença, denominada de agravação. Nestas situações, o médico homeopata deve ser procurado, podendo decidir pela alteração da diluição do medicamento, espaçamento das doses ou, em situações mais graves, interromper o uso ou, até mesmo, utilizar um antídoto à ação do medicamento em uso. De modo geral, quando os tratamentos alopáticos e homeopáticos são utilizados em conjunto, observam-se efeitos sinérgicos, levando à diminuição e, às vezes, retirada do medicamento alopático.

   Apesar dos avanços tecnológicos da Medicina Moderna e seus incontestáveis benefícios à saúde das pessoas, existe uma parcela crescente da população que não consegue atingir um nível satisfatório de saúde com os tratamentos convencionais e que pode se beneficiar da homeopatia, já que esta avalia o doente como um todo e, aparentemente, estimula o sistema de defesa. Como nem sempre os exames laboratoriais registram com fidelidade disfunções de órgãos percebidas pelos pacientes, o diagnóstico alopata pode ser impreciso em alguns e o profissional de saúde se vê diante da situação de simplesmente ter de confessar ao paciente que “não encontrou nada nos exames”. Muitas vezes, a Homeopatia complementa a assistência médica convencional, chegando, algumas vezes, a substituí-la, principalmente nos casos em que o paciente é intolerante às terapias convencionais.

   Observa-se uma tendência ao aumento de moléstias crônicas por causa do aumento da expectativa média de vida da população e os tratamentos atuais muitas vezes são ineficazes ou apenas paliativos, além de serem frequentemente dispendiosos. Nestes casos, a Homeopatia também pode ser muito útil, tanto no restabelecimento, quanto na manutenção da saúde. 

   Ainda que não cure todas as doenças, nem a todos os doentes, a Homeopatia oferece uma possibilidade real de cura para muitas doenças agudas, crônicas, epidêmicas ou até mesmo hereditárias, como demonstram as pesquisas desenvolvidas na área. 

   Presume-se, em geral, que a maneira de pensar sobre a saúde e a doença e as práticas de cura dos médicos convencionais é a única e a mais adequada, mas quando se pode compará-la com um modelo coerente de assistência, essas certezas diminuem. Por isso é importante que a homeopatia seja disponibilizada como opção terapêutica a toda a população e não só a uma parte restrita dela.

 

   A Homeopatia brasileira ocupa hoje um lugar de destaque no cenário mundial devido ao alto grau de desenvolvimento da sua prática e por estar inserida nos órgãos oficiais e acadêmicos nacionais. Com a aprovação da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (Portaria º 971/2006 – MS), a homeopatia passou a integrar o rol de terapias oferecidas através do SUS e vem sendo gradualmente implantada, o que a torna acessível a qualquer cidadão. Por outro lado, cabe ressaltar que existe ainda uma lacuna em relação à farmácia homeopática e à assistência farmacêutica no SUS. Esforços devem ser empreendidos para sanar esta falha, permitindo que, em futuro próximo, as práticas antes consideradas alternativas sejam parte integrante de um sistema abrangente de atenção à saúde.

Fonte
Cartilha Homeopatia do Conselho Regional de Farmácia do estado de São Paulo.